Os tipos de marcas: #02 Marcas Evocativas

No primeiro post da série “os tipos de marcas” falamos sobre as marcas genéricas e descritivas. Se você não leu, vale a pena conferir. Hoje, vamos conhecer as evocativas, que também são encontradas em todos os lugares. Fique com a gente até o final do post, conheça e saiba se elas são registráveis ou não.

O que é?

Como o próprio nome diz, a marca Ecovativa evoca, lembra e sugere algo relacionado ao produto ou serviço. Ao ler o nome, o cliente precisará de um conhecimento prévio sobre o assunto para entender do que se trata.

Exemplos de Marcas Evocativas

marcas evocativas

Teoria da Distância

corrida

Recentemente participei de um curso de Registro de Marcas para a Indústria Criativa na sede do INPI com o Professor Vinícius Bogea, que inclusive foi diretor de Marcas do Instituto entre 2011 e 2016. Na oportunidade ele colocou para a gente uma imagem similar a essa aqui em cima e discorreu sobra a Teoria da Distância, que merece uma postagem única no blog. Enquanto isso não acontece, vou falar um pouco a respeito por aqui.

Uma marca nova no mercado nem sempre terá um nome inovador e às vezes será corriqueiro vermos vários termos genéricos presentes em diversas marcas do mesmo seguimento. O elemento é de uso comum, o que automaticamente o torna fraco, porém, isso não impede de ser passível de registro. Vamos com exemplo, que facilita o entendimento:

marcas evocativas

Além de Orthocrin e Ortobom, quantas marcas com o Radical Ortho/Orto você conhece? Tenho certeza que se você parar e pensar um pouco, algumas vão aparecer na sua mente.

A Teoria da Distância fala justamente sobre isso tudo, da aceitação de marcas similares, em um mesmo mercado.

“Pela teoria é admissível a atuação de semelhantes marcas independentemente, por não causar prejuízos uma à outra em decorrência da distância geográfica existente e por atuarem sobre mercados locais diversos e delimitados.”  Marco Aurélio Bellizze – Ministro STF

Qual é o risco de ter uma marca evocativa?

O risco recai nessa similaridade que comentamos no tópico acima. E correr esse risco pode ser bom ou não, depende muito de cada empresa. Vamos falar mais sobre isso na última postagem da série. Aguarde e continue com a gente.

Ficou com alguma dúvida? Compartilhe pelos comentários 

Fonte: RECURSO ESPECIAL Nº 1.238.041 – SC (2011/0035484-1) http://www.migalhas.com.br/arquivos/2015/4/art20150430-06.pdf

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